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O menino mágico


Que rufem os tambores. Quem tem medo de leão, saia. Quem tem medo de cobra, saia. Quem tem medo de cobra com bico e asas, também saia. Há séculos o planeta terra esperava ansiosamente por esse pequeno com as mãos tão ágeis, a mente aberta e os olhos atentos.  O mistério aconteceu diante dos meus olhos e na minha presença.


O grandioso mágico João fez uma luz vermelha ser engolida por mim, Dra. Zabeinha, e pela Dra. Brisa, que estava de ajudante. Imediatamente, revirei minha parceira e retirei a luz de seu traseiro. João, um tanto encabulado com o sumiço, fez Brisa engolir novamente a luz vermelha. Ela a deglutiu e antes que eu a retirasse João disse:


— Agora, quem tira sou eu.


Ele se aproximou lentamente de Brisa. Em um só golpe, agarrou a orelha dela e exaustivamente procurava a luz, porém de lá só saiu um pé de couve que Brisa cultivava há anos.  Eu o orientei a tirar a luz com cuidado e bastante força. Ele, então, encheu seus pulmões e sua barriga de ar, arregalou seus grandes olhos e com toda sua força de menino deixou que o ar escapasse pela retaguarda. Foi aí que presenciamos a mágica da mudança climática movida pelos ventos do sul. Saímos do quarto admiradas com a força enigmática do poder do ar. Estamos até agora com o suspiro suspenso!

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